O Iluminismo fez duras críticas ao Absolutismo e a Igreja por conta do jeito governamental e da postura religiosa.

Para compreender o porquê desta discussão temos que saber o básico sobre o método governamental do regime absoluto  e a postura religiosa.


Critica à Igreja

“O prazer e a dor, e os que os produzem, o bem e o mal, são os eixos em que assentam todas as nossas paixões.” – John Locke

As vezes fazemos duras críticas sobre o que é certo e errado, sem analisar e levar em consideração o nosso redor, ou acontece ao contrário esquecemos os nossos ideais e se colocamos em prol de algo como se fosse a nossa verdadeira concepção e vocação. Essas percepções foram o que deram forças para que as ideias iluministas ganha-se grande ascensão e repercussão do ponto de vista antropocêntrico e teológico.

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Assim temos que compreender a figura da Igreja neste período, a mesma atuava como um órgão social e político, que se auto denominava a verdadeira razão do mundo, onde por meio da fé explicava o porquê dos desconcertos do mundo, negando assim qualquer outras respostas. O que deixava os pensadores Iluministas intrigados, por conta da situação a qual estavam sendo estabelecidos, assim surgiram as principais críticas a Igreja e o modo de como a sociedade vivia.

Vale lembrar que a Europa no seculo XV, estava em grandes transformações na religião, por conta de varias revoltas protestantes, que tinha como principal objetivo ir contra os costumes católicos, assim o catolicismo teve que estabelecer medidas radicais indo desde perseguições religiosas até mortes dos revoltados.

Isso ocasionou varias criticas tanto de âmbito filosófico onde criticava a razão religiosa e também de âmbito governamental onde por sua vez enfraquecia o antigo regime. (Confira algumas criticas filosóficas, clique aqui!)


Critica ao Absolutismo

O estado absolutista vivia em prol de duas (2) classes sociais são elas:

  • A nobreza ao qual era uma forte base de sustentação política, capaz de legitimar a autoridade do monarca;
  • e a burguesia que constituía o 3° estado, a mesma era vista de âmbito econômico e politico (pouca participação), tinha seu direitos garantido pelo rei, mas não confunda não é os mesmo garantido pelos nobres.

Assim o rei vivia em grande ascensão politica, sempre mantendo estas classes em constante equilíbrio, e harmonia.

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E está ligação com o rei é claramente percebida, como, por exemplo, conceder monopólios de comércio à burguesia, estimular as atividades comerciais e, ao mesmo tempo, oferecer pensões para sustentar uma nobreza cortesã, parasitária e improdutiva, mas uma classe acabou sobre saindo em cima da outra, por conta da grande ascensão do capitalismo na França e na Inglaterra o que levou a burguesia em outro espaço social e politico, passando assim a criticar o Antigo Regime.

 

Ideologia burguesa:

  • O Estado só é verdadeiramente poderoso se for rico;
  • para enriquecer, a necessidade de expandir as atividades capitalistas;
  • para expandir as atividades capitalistas é preciso dar liberdade e poder à burguesia.

Por conta desses acontecimentos surgiu o movimento ideológico e cultural conhecido como Iluminismo, vale ressaltar os princípios do Iluminismo estão relacionados ao comércio, uma das principais atividades econômicas da burguesia.

Assim, o Iluminismo defendia:

  • Igualdade: Isto é no ato da compra e na venda, onde defendia a não existência de desigualdade social entre os vendedores e os compradores, assim garantindo um comercio mais amplo, o que realmente importava era a igualdade jurídica (perante a lei todos somos iguais);
  • Liberdade pessoal e social: as atividades burguesas só poderia coexistir se existisse o livre jogo da oferta e procura, que desenvolvia uma economia de mercado. Por isso, a burguesia se opôs à escravidão humana e passou a defender uma sociedade livre, se eles não fossem trabalhadores livres, que recebessem salario, não poderiam assim participar no ato de compra e venda, levando a não existência do mercado comercial;
  • Tolerância religiosa ou filosófica: O comercio era dado como irracional ao qual não considerava se a pessoal era de uma determina religião ou se era em prol da ciência e da razão, isto por que a lei da oferta e procura era aquilo que era posto sobre o comercio, isto era somente em âmbito comercial!;
  • Propriedade privada: O comercio era possível somente aqueles que criavam e vendiam sua mercadorias, assim o proprietário tem direito em cima de sua propriedade, usufruindo livremente de seus bens.

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Houve também duras criticas em cima do mercantilismo, absolutismo monarca e autonomia intelectual, suas principais criticas em cima dessas eram:

  • Mercantilismo: A intervenção do estado na economia prejudicava o individualismo burgues, à livre iniciativa e ao desenvolvimento espontâneo do capitalismo;
  • Absolutismo monarca: Era dado como injusto, por conta do rei proteger a burguesia que só vinha decaindo com o passar do tempo, o que levou a mal administração politica, dando a entender que não atendia a o povo em si mais sim somente a realizações de seus próprios interesses;
  • Autonomia intelectual : Este é um dos principais pontos defendidos pelos iluministas pelo fato da autonomia do ser avançar não pela religião ao qual limitava o ser de ganhar seu próprio senso, mas sim em prol da ciência e da razão que favoreciam  o desenvolvimento do transporte, da comunicação, da medicina, dentre outros.

Podemos perceber que as ideias iluminista era totalmente o oposto do absolutismo onde visava uma limitação de poder, um comercio mercantil, a liberdade voltada para a igreja, por conta disto o movimento foi de grande importância internacional por que mexeu nas estruturar primordiais do antigo regime (cultural, econômica e politica).

 

 

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